And now for something completely different

A line that caught me up:

“The battlefield of trying to be in love whether it be with another person or with yourself.”

Yes indeed. Fiquei paralisada, foi uma daquelas frases que são ditas e de repente muita coisa encaixa. É simples eu sei, mas quantas vezes não conseguimos ver as coisas mais simples?Quantas vezes estas são as mais difíceis de ver? O amor. É suposto ser fácil, ser maravilhoso, ser acessível a todos ( e os culpados deste pensamento são os contos de fadas com que somos criadas desde pequeninas) e indispensável à vida.

Bullshit !

Como é que algo que nem sequer conseguimos saber de onde surge pode ser fácil e simples? Como é que sabemos que encontramos o verdadeiro? Quando todo o mundo à nossa volta de desvanece perante o ser amado? Reacção essa provocada químicamente segundo os cientistas pelo cheiro. Feromonas. Cheiro, you know, like the dogs? Há no e-bay a solução para o pobre desgraçado que não o consegue encontrar, um frasquinho desse maravilhoso perfume que o transformará de big loser para don juan.

Ou então sabemos que encontrámos o amor quando ele se instala na nossa vida para ficar, acima de todos os problemas, de todas as confusões, nossas e do mundo? Será o amor o sentimento que no final sobrevive a todas as tempestades? Aquele que nos faz lutar todos os dias por uma suposta felicidade?

E já agora, se por algum azar do destino o deixarmos fugir? Surgirá outro? Ou a nossa vida irá ser a partir daí uma flagelação pela oportunidade perdida?

É complicado e é revoltante. Revoltante a pressão que temos para encontrá-lo, mantê-lo, pertpétua-lo… É revoltante como o maior amor que devemos ter é tão pouco importante até aos nossos olhos. Qual? O amor por nós próprios.  Esse sim devia ser celebrado, sobre ele deviam existir poemas, para ele devíamos fazer votos, votos de fidelidade, respeito e admiração.

O amor a nós próprios é o mais ignorado. Como se esse fosse tão fácil que nem merece ser dissecado, discutido e avaliado. No entanto, o amor a nós próprios é aquele que é posto à prova TODOS os dias da nossa vida. Sofre pressões e traições constantes, no entanto aguenta-se estóico. Se morre morremos nós com ele. E o que fazemos por ele? Nada. Practicamente nada. Nem um terço do que devíamos. No entanto, para o bem ou para o mal, para a saúde e para a doença ele estará lá. Esquecido, refundido e mal compreendido, mas sempre presente. Porque apesar de tudo, no final do dia, dos anos, do tempo, a única certeza que possuímos é possuirmo-nos a nós próprios.

Um texto diferente do que eu costumo postar no blog. Um texto para todos vós (poucos e bons) que me lêem. Celebrem-se, com moda, com beleza, com imagens, com sorrisos. Nós somos fabulosos.

xoxo

p.s- and now we will return with our normal program.

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~ by choogal on January 29, 2009.

3 Responses to “And now for something completely different”

  1. Temos necessidade de sermos amados e esquecemos nós próprios de o fazer!!

    Confesso que ás vezes, também peco e deixo ir o meu amor próprio por agua abaixo!!

    E penso como tu somos fabulosos sim, por isso que estamos aqui…

  2. o mais importante é o amor por nós mesmos. só assim conseguimos amar outra pessoa e encontrar o amor verdadeiro. qdo ele parte, nós ficámos.

  3. ah… nao me esqueci do post de haute couture do elie saab

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